Que palha! Criamos a maior expectativa, saímos correndo da montanha de volta para Mendoza pensando em passarmos o reveillon na praça Independencia, com muita gente e muita festa e nao deu nem um nem outro… Incrível! Nao havia nem uma alma penada na rua. Só um pouquinho de gente nos poucos restaurantes abertos aqui na frente do hotel. Uma queima de fogos pra lá de mixuruca vinda do cassino e nada mais. Ficamos os 4 vagando atrás de alguma agitacao e acabamos estourando a champagne na frente do hotel em pé no meio da rua.
O dia 1 também nao foi dos mais emocionantes… Tudo fechado e chuva. Dormimos muito, pois ainda estamos com o cansaço rondando o corpo e demos umas voltas por aí, mas nada de mais. A partir das 17h, depois da tradicional ¨ciesta mendocina¨ é que deu pra se divertir um pouco.
Jantamos no El Mirador (restaurante no terraço de um hotel – indicaçao do Bruno Senador) e passamos no cassino, mas só pra ver o povo perder dinhero e voltarmos fedendo cigarro…
Agora tô eu aqui, dormi demais durante o dia, nao tomei o vinho que os outros tomaram e to que nao durmo de jeito nenhum!
Entao vamos ao Aconcagua:
Nossa primeira noite em Nido nao foi das melhores… O aperto na barraca, o frio e o vento incomodaram e muito. Quando acordamos ainda nevava e ventava e fomos obrigados a esperar até as 10h pra podermos sair da barraca. Isso quer dizer que xixi só na garrafinha. O Bruno nao acordou muito disposto, ele, que normalmente nao se alimenta e nao se hidrata como deveria, mostrava sinais de cansaço e nao queria muito sair do saco de dormir.
Naquele dia decidimos que o tempo estava muito instavel para subirmos a Berlim (quase 6000 m) e dormirmos por lá. Entao decidimos que passaríamos outra noite em Nido pra ver se o tempo firmava. Quando o vento e a neve deram uma trégua resolvemos subir a Berlim, mas apenas para nos aclimatarmos. Foi uma subida bastante fria e a altitude pegava forte! A excursao do baiano subiu para dormir lá em cima naquele dia. Os ingleses ficaram em Nido conosco. Ao lado de nossa barraca havia um Austríaco com dois guias particulares. No dia que chegamos a Nido eles nos disseram que a previsao do tempo indicava melhora para os dois proximos dias. Haviam subido para Berlim no dia anterior e os encontramos por lá. Tentaram o cume naquele dia e voltaram por conta do frio. Disse que a temperatura estava muito baixa e que o vento nao havia dado trégua.
Quando chegamos em Berlim pela primeira vez, o Bruno disse: ¨Pronto, já fiz meu cume!¨ Ele estava visivelmente cansado e o frio pegava mais nele do que na gente, quem mandou nao ter tecido adiposo… hehehe.
Fizemos a descida de volta a Nido e tudo se repetiu como no dia anterior. Entramos na barraca e neve e o vento voltaram com tudo.
O Enrico, que havia saído para buscar agua num lago proximo ao acampamento, voltou debaixo de muita neve e entrou com as maos congeladas na barraca. Precisou a Tina deixar que ele botasse as maos duras na barriga dela pra pegar um pouco do calor e se recuperar.
Foi outra longa noite de frio, vento e aperto na barraca. Já estávamos cogitando descer. Deixar o acampamento montado em Nido e voltar ao Base e esperar uma ¨janela¨ de tempo bom para voltarmos a subir.
Que noite…
Não me conformo de vocês terem repetido a estratégia de uma barraca para muita gente!!! Há 10 anos foi horrível dividir uma barraca de dois com você, Luciano, e o narigudo do Maninho. Eu com certeza nunca mais farei o mesmo!!!!! E fico imaginando o Bruninho Puro-Osso com 4 kg a menos…
Comment por Bruno Niclevicz — Janeiro 2, 2009 @ 11:07 am |